terça-feira, 24 de agosto de 2010

O PAPEL DO GOVERNO NA ERRADICAÇÃO DO MONOLINGÜISMO

Nada cresce do nada. Para disseminar línguas e culturas estrangeiras no país precisamos trazer representantes dessas línguas e suas culturas. Os meios acadêmicos não têm como suprir esta necessidade.
Schütz, Ricardo
 
LEGISLAÇÃO DESATUALIZADA

Em face da globalização do mundo e da urgente necessidade de se falar a língua da comunidade global, em países de língua não-inglesa há muito tempo predominam os falantes nativos como instrutores de língua estrangeira. Exemplo disso são o Japão, a Coréia, a Suécia e Israel. No Japão, além de cursos de línguas se utilizarem maciçamente de instrutores estrangeiros, há mais de 15 anos o ministério de educação japonês mantém centenas, se não milhares, de estrangeiros falantes nativos de inglês como instrutores-consultores em escolas da rede pública. Na Suécia, há mais de 20 anos, a rede escolar oferece ambientes de language acquisition com falantes nativos, e a população é praticamente bilíngüe a partir da escola secundária.
No Brasil, o Ministério da Educação reconhece a necessidade de se conceber um ensino de idiomas estrangeiros objetivando a comunicação real; reconhece também que são raras as oportunidades que o aluno tem para ouvir ou falar a língua estrangeira. Entretanto, os dispositivos existentes que hoje regulamentam a situação do estrangeiro, emanam do Ministério do Trabalho, ao invés de emanar do Ministério da Educação. E esta regulamentação não sabe distinguir o portador daquilo que buscamos e que para cá vem motivado pelo interesse acadêmico na língua, na cultura e na realidade brasileira, dos demais. Não há reconhecimento nem enquadramento específico para o disseminador de línguas e culturas estrangeiras que aqui chamamos de "facilitador".
Facilitador é aquela pessoa que, com sua língua e bagagem cultural, voluntariamente se oferece para construir relacionamentos de amizade com pessoas de diferente formação cultural com objetivos de aprendizado recíproco. É portanto um agente de intercâmbio cultural. É aquele que procura transmitir a naturalidade com que se expressa na sua língua mãe ao parceiro-aluno, desenvolvendo-lhe autoestima e autoconfiança. É aquele que se coloca num plano de igualdade e não de superioridade. É aquele que usa de empatia e explora o plano afetivo. O facilitador é aquele que, ao ver a realidade pela ótica do outro, identifica e analisa diferenças culturais. É aquele que se solidariza e se projeta dentro do parceiro-aluno e ajuda-o a se expressar em linguagem correta e elegante.
Indiferente ao desenvolvimento científico na área da lingüística aplicada, a legislação brasileira não contempla o facilitador e agente cultural estrangeiro com uma definição específica, equiparando-o ao professor de língua e literatura dentro daquele conceito tradicional, de pessoa com qualificação acadêmica voltada à função de transmitir conhecimento sobre a estrutura gramatical do idioma estrangeiro ou sobre suas artes literárias. A autoridade administrativa de escalão inferior, por sua vez, sem orientação específica, produz uma interpretação restrita do único texto legal existente, e enquadra o facilitador como mão-de-obra estrangeira tomadora de oportunidades da mão-de-obra nacional.

DESEMPREGO

Em 1998 houve um aumento nos vistos de trabalho para estrangeiros de 40,8% para gerentes e diretores de empresas, em relação a 97 (Correio do Povo 31/05/99). É justa a preocupação do Ministério do Trabalho com o desemprego causado pela evasão de postos de trabalho para estrangeiros. É importante, entretanto, esclarecer que esta evasão ocorre principalmente nos níveis executivos, onde também é mais representativa por envolver alta remuneração. Evidentemente uma das causas desse problema é a falta da proficiência em língua e cultura estrangeira hoje exigida no mercado de trabalho da economia globalizada e dificilmente encontrada no Brasil.

EVASÃO DE DIVISAS E PRIVILÉGIO RESTRITO ÀS CLASSES ALTAS

Sendo esta proficiência lingüística e cultural uma necessidade cada vez mais premente e difícil de ser alcançada no Brasil, são hoje já cerca de 50.000 pessoas por ano (Correio do Povo 6/8/02) que viajam ao exterior com o objetivo de assimilar a língua e a cultura dos países de língua inglesa. Cada um gasta, em média, de 4.000 a 10.000 dólares em suas viagens de estudos. Além de representar evasão de divisas, tal situação se constitui num privilégio quase exclusivo de classes sociais afluentes. Se programas semelhantes forem constituídos no Brasil, ajudarão a refrear essa evasão de divisas ao mesmo tempo em que trarão a possibilidade de contato direto com representantes da cultura estrangeira ao alcance de um número significativamente maior de brasileiros.

CENTROS DE CONVÍVIO BICULTURAL: A SOLUÇÃO INTELIGENTE

BILINGÜISMO AO ALCANCE DE TODOS: Se tornarmos possível a formação, no Brasil, de centros de convívio e de intercâmbio cultural de baixo custo com participação de falantes nativos funcionando como vetores de suas línguas e culturas, estaremos criando condições para formar indivíduos bilíngües aqui, proporcionando-lhes a ferramenta essencial para suas carreiras acadêmicas e profissionais na moderna sociedade globalizada, sem a necessidade de viajar ao exterior. De uma forma muito mais econômica, estaríamos oferecendo a muitos aquilo que hoje é privilégio de poucos.

VALORIZANDO E EXPORTANDO A LÍNGUA E A CULTURA BRASILEIRA: Esses centros de convívio e de intercâmbio cultural deverão ser estruturados de maneira a cumprirem uma dupla função: trazer-nos a língua e a cultura estrangeira, e difundir nossa língua e nossa cultura. As organizações mantenedoras destes centros, através de contatos com escolas e universidades do exterior, fazem a seleção dos participantes estrangeiros de acordo com seu interesse na língua e na cultura brasileira, e com suas qualificações. Os facilitadores estrangeiros, não na função de profissionais remunerados, porém de simples portadores de suas línguas e culturas e no papel de intercambistas ou até de clientes compradores da nossa língua e nossa cultura brasileira, não têm remuneração - recebem apenas uma ajuda de custo. Essas seriam condições básicas. Qualquer expectativa de remuneração de parte dos facilitadores fica compensada pela oportunidade de vivenciar o Brasil. Em paralelo, esse interesse na cultura brasileira é instrumental para desenvolver a auto-estima no aluno brasileiro, valorizando e preservando nossa identidade cultural.

Esses núcleos de convívio multicultural em escolas de ensino médio teriam também autonomia para estabelecer contato direto com organizações estrangeiras voltadas ao intercâmbio de jovens adolescentes, podendo oferecer, para seus alunos mais destacados mas menos privilegiados, oportunidades de intercâmbio no exterior em escola de mesmo nível a preços de custo, sem as altas taxas de intermediação cobradas pelas agências de intercâmbio brasileiras.
Uma vez implementados em escolas de ensino fundamental e médio da rede pública, tais centros representarão bilingüismo ao alcance de todos.

REFORMULAÇÃO DE CURSOS DE LICENCIATURA PARA ENSINO DE LÍNGUAS: Nos atuais cursos superiores de letras deverão ser desenvolvidos novos currículos voltados à licenciatura de profissionais com preparo para implementar e coordenar núcleos de convívio multicultural. Este novo profissional deverá ter sólidos conhecimentos nas áreas da lingüística aplicada (psicologia cognitiva, metodologia, lingüística comparada incluindo fonologia, vocabulário e gramática, ensino da língua materna para estrangeiros, etc.). Requisito para ingresso nesses programas será fluência (por exemplo, TOEFL 500 a 600) e plena competência cultural na língua cuja disseminação irão futuramente coordenar. Requisito para conclusão do programa, a exemplo do que ocorre em outros países, deverá ser um ou dois semestre de estudos no exterior, em país cuja língua e cultura se pretende futuramente ensinar.

Experiências pioneiras no Brasil já demonstram a viabilidade de tal empreendimento. Portanto, é grande a responsabilidade do poder público em abrir urgentemente as fronteiras culturais, facilitando a vinda de falantes nativos de línguas estrangeiras através de um enquadramento legal específico e burocracia simplificada, bem como incentivando a criação de organizações voltadas a intercâmbio lingüístico e cultural e promovendo a isenção fiscal das mesmas.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA NO ENSINO FUNDAMENTAL

Este artigo analisa e comenta as diretrizes que foram estabelecidas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), e pelos Parâmetros Curriculares Nacionais no ensino-aprendizagem de Língua Estrangeira (PCN-LE), mais precisamente o inglês, ambos para o Ensino Fundamental de forma a ressaltar a importância do ensino da língua inglesa.


Modernidade, modernização e o ensino de língua inglesa no Exército Brasileiro

Vale a pena ler este artigo: http://www.ensino.eb.br/portaledu/conteudo/artigo7782.pdf

INCLUSÃO SOCIAL

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Inclusão social é um conjunto de meios e ações que combatem a exclusão aos benefícios da vida em sociedade, provocada pela diferença de classe social, origem geográfica, educação, idade, existência de deficiência ou preconceitos raciais. Inclusão Social é oferecer aos mais necessitados oportunidades de acesso a bens e serviços, dentro de um sistema que beneficie a todos e não apenas aos mais favorecidos no sistema meritocrático em que vivemos.

Portadores de necessidades especiais no Brasil

A inclusão social orientou a elaboração de políticas e leis na criação de programas e serviços voltados ao atendimento das necessidades especiais de deficientes nos últimos 50 anos. Este parâmetro consiste em criar mecanismos que adaptem os deficientes aos sistemas sociais comuns e, em caso de incapacidade por parte de alguns deles, criar-lhes sistemas especiais em que possa, participar ou "tentar" acompanhar a ritmo dos que não tenham alguma deficiência específica.Tem sido prática comum deliberar e discutir acerca da inclusão de pessoas com algum tipo de deficiência: mencionando direitos inerentes a uma deficiência específica, abrangendo todos os direitos de forma generalizada, embrulhando-os, sem maiores cuidados em mostrar detalhadamente estes.
Assim a sociedade modificará em suas estruturas e serviços oferecidos, abrindo espaços conforme as necessidades de adaptação específicas para cada pessoa com deficiência a serem capazes de interagir naturalmente na sociedade. Todavia, este parâmetro não promove a discriminação e a segregação na sociedade. A pessoa com deficiência passa a ser vista pelo seu potencial, suas habilidades e outras inteligências e aptidões.
Desta forma é proposto o paradigma da inclusão social. Este consiste em tornar toda a sociedade um lugar viável para a convivência entre pessoas de todos os tipos e inteligências na realização de seus direitos, necessidades e potencialidades.
Por este motivo, os inclusivistas (adeptos e defensores do processo de inclusão social) trabalham para mudar a sociedade, a estrutura dos seus sistemas sociais comuns e atitudes em todos os aspectos, tais como educação, trabalho, saúde, lazer.
Sobretudo, a inclusão social é uma questão de políticas públicas, pois cada política pública foi formulada e basicamente executada por decretos e leis, assim como em declarações e recomendações de âmbito internacional (como o Tratado de Madrid).
Por estas razões, surge a necessidade de uma atualização das diversas políticas sociais. Ora se sobrepondo em alguns pontos ora apresentando lacunas históricas, muitas das atuais linhas de ação estão em conflito ideológico com as novas situações, parecendo uma colcha de retalhos.
Existem hoje em todo mundo cerca de 500 milhões de pessoas com deficiência. De acordo com o Censo Demográfico de 2000 (IBGE), 25 milhões de brasileiros, 14,5 % da população, têm algum tipo de deficiência. São homens, mulheres, crianças e jovens que, em muitos casos, não têm assegurados seus direitos mais básicos: de ir e vir, de estudar, ao lazer. Se somarmos a estes números os familiares, amigos e profissionais da área, podemos concluir que uma importante fatia da população tem que lidar e também sofre com as dificuldades impostas ao deficiente.
É necessário mudar o prisma pelo qual são observados os direitos já ordenados e os que precisam ser acrescentados, substituindo totalmente o paradigma que até então é utilizado, até mesmo inconscientemente, em debates e deliberações.
A inclusão social, é um processo para a construção de um novo tipo de sociedade, através de transformações, pequenas e grandes, nos ambientes físicos (espaços internos e externos, equipamentos, aparelhos e utensílios mobiliário e meios de transporte) e na mentalidade de todas as pessoas, e portanto, também do próprio portador de necessidades especiais.
O processo de inclusão vem sendo aplicado em cada sistema social. Assim, existe a inclusão na educação, no lazer, no transporte, etc. Quando isto acontece, podemos falar em educação inclusiva, no lazer inclusivo, no transporte inclusivo e assim por diante. Uma outra forma de referência consiste em dizermos, por exemplo, educação para todos, lazer para todos, transporte para todos.
Quanto mais sistemas comuns da sociedade adotarem a inclusão mais cedo se completará a construção de uma verdadeira sociedade para todos – a sociedade inclusiva.

Barreiras para a inclusão social

Em um mundo cheio de incertezas, o homem está sempre em busca de sua identidade e almeja se integrar à sociedade na qual está inserido. Há, no entanto, muitas barreiras para aqueles que são portadores de deficiência, em relação a este processo de inclusão. Geralmente, as pessoas com deficiência ficam à margem do convívio com grupos sociais, sendo privados de uma convivência cidadã. No Brasil, a Lei Federal n° 7853, de 24 de outubro de 1989, assegura os direitos básicos dos portadores de deficiência. Em seu artigo 8º constitui como crime punível com reclusão (prisão) de 1 a 4 anos e multa, quem:
  1. Recusar, suspender, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, porque é portador de deficiência.
  2. Impedir o acesso a qualquer cargo público porque é portador de deficiência.
  3. Negar trabalho ou emprego, porque é portador de deficiência.
  4. Recusar, retardar ou dificultar a internação hospitalar ou deixar de prestar assistência médico-hospitalar ou ambulatória, quando possível, a pessoa portadora de deficiência.
Apesar de atualmente a maioria dos países apresentar alguma legislação que assegura os direitos de todos os cidadãos igualmente, poucas sociedades estão preparadas para exercer a inclusão social em plenitude. Pessoas com dificuldades de locomoção enfrentam barreiras para utilizar os transportes públicos e para ter acesso a prédios públicos, inclusive escolas e hospitais.
A necessidade de se construir uma sociedade democrática e inclusiva, onde todos tenham seu lugar é um consenso. Segundo especialistas, o Brasil é um dos países que tem uma das legislações mais avançadas sobre acessibilidade. O crédito vai, principalmente para a luta do movimento de pessoas com deficiência que compreenderam que a acessibilidade é um dos meios para se alcançar a inclusão social. O que deve ser feito já está previsto no Decreto Federal 5296/2004, conhecido como Lei de Acessibilidade, e em muitas outras normas. Mas a lei nem sempre é cumprida e, na realidade uma parte significativa da população ainda vive à margem.
Uma das reclamações mais comuns, por exemplo, é a falta de conscientização de quem usa o estacionamento destinado aos deficientes. Assegurar os direitos sociais da pessoa com deficiência, criando condições para promover sua autonomia, inclusão social e participação efetiva na sociedade deve ser uma luta diária e de cada um de nós.
Muitas pessoas e instituições estão trabalhando pela inclusão social e a informação é uma das grandes armas contra a discriminação.
Cláudia Werneck, idealizadora e presidente da Escola de Gente – Comunicação em Inclusão acredita que incluir não é simplesmente colocar para dentro quem está fora. “O conceito de inclusão nos ensina não a tolerar, respeitar ou entender a deficiência, mas sim a legitimá-la, como condição inerente ao ‘conjunto humanidade’. Uma sociedade inclusiva é aquela capaz de contemplar sempre, todas as condições humanas, encontrando meios para que cada cidadão, do mais privilegiado ao mais comprometido, exerça o direito de contribuir com seu melhor talento para o bem comum.”, analisa. A Escola de Gente nasceu em 2000 e trabalha para transformar a sociedade em um ambiente inclusivo, por meio de ações de direito e de comunicação.
Em países desenvolvidos é cada vez mais freqüente a presença na vida socialmente ativa de pessoas que antes eram excluídas e/ou marginalizadas. Por outro lado, nos países em desenvolvimento os avanços têm sido menos acentuados, parcialmente devido ao custo financeiro que determinadas mudanças exigem. No entanto, ao redor do mundo há atualmente uma mudança significativa na concepção de inclusão social.

Triste mundo, que veste quem está vestido e despe quem está nu

terça-feira, 20 de julho de 2010

Cristóvam Buarque - Frase


Frase do senador Cristovam Buarque!


"NO FUTEBOL, O BRASIL FICOU ENTRE OS 8 MELHORES DO MUNDO E TODOS ESTÃO TRISTES.

NA EDUCAÇÃO É O 85º E NINGUÉM RECLAMA..."


Senador Cristóvam Buarque

sexta-feira, 16 de julho de 2010

BM vai aumentar efetivo e investir no aprendizado de idiomas visando a Copa de 2014

RS deverá ter reforço de aproximadamente 3 mil policiais militares, segundo comandante

O plano estratégico da Brigada Militar visando a segurança da Copa do Mundo de 2014 foi apresentado nesta sexta-feira e prevê aumento no efetivo da corporação no Estado. Segundo o comandante geral da Brigada Militar, coronel João Carlos Trindade, a intenção é que aproximadamente 3 mil novos brigadianos estejam incorporados e qualificados entre o final de 2012 e 2013. Também haverá investimento no aprendizado de idiomas como itens fundamentais para os novos policiais.

Segundo o coronel Trindade, a elaboração do concurso já está em andamento para que haja tempo suficiente. Ele descartou a necessidade de solicitar auxílio, como da Força Nacional de Segurança, para participar do policiamento durante a Copa no Estado. No mês de setembro, representantes da polícia e dos bombeiros da África do Sul devem vir à Porto Alegre para repassar experiências adquiridas no último mundial.

SOTAQUES VARIADOS

Muito interessante: http://www.youtube.com/watch?v=3UgpfSp2t6k